A primeira vez que percebi que o sistema estava avariado
Durante demasiado tempo, a procura de emprego funcionou num só sentido. As empresas publicam vagas, os candidatos candidatam-se e, na maioria das vezes, nenhuma resposta chega. Vivi isso há alguns anos, quando procurava uma formação em alternância: a frustração das candidaturas que ficam sem resposta durante semanas, a sensação de ficar invisível, perdido numa pilha de CV, e o cansaço de tentar vezes sem conta sem que nada se mexa.
Construí a ferramenta que me fazia falta
Depois de semanas assim, com a angústia de não conseguir nenhuma vaga e o medo real de ter de abandonar os estudos, decidi parar de esperar. Construí uma ferramenta para contactar diretamente as empresas que me interessavam, sem esperar que publicassem uma vaga. Em poucos dias, tinha respostas, entrevistas e uma formação em alternância.
Vejo a Sponta como a rede de contactos de quem não a tem.
O que percebi nesse dia
Esse momento mudou tudo. Percebi que o problema não era o mercado de trabalho, mas a forma de lhe aceder. A candidatura espontânea, quando é bem feita, reequilibra a relação de forças entre as empresas e quem procura emprego.
Porque é que a Sponta existe hoje
É por isso que criei a Sponta: para que cada pessoa possa criar as suas próprias oportunidades. Já não é preciso ter uma rede de contactos, já não são precisas cunhas. Escolhes as empresas que combinam contigo, envias-lhes a tua candidatura e retomas o controlo. Hoje, milhares de pessoas usam a Sponta para deixarem de depender de um sistema que não lhes dava qualquer hipótese. A nossa missão é simples: que ninguém seja obrigado a sofrer o mercado de trabalho.